Como identificar se o seu filho é apaixonado por ciências

Os dedinhos curtos levantam, com muito cuidado, a pedra num canto do jardim. Ato contínuo, a boca se abre e os olhos não acreditam nos insetos que foram descobertos ali. Se você já surpreendeu seu filho numa situação assim, é bom saber: ele está fazendo ciência. E não é exagero dizer isso. Toda criança é naturalmente cientista

Os dedinhos curtos levantam, com muito cuidado, a pedra num canto do jardim. Ato contínuo, a boca se abre e os olhos não acreditam nos insetos que foram descobertos ali. Se você já surpreendeu seu filho numa situação assim, é bom saber: ele está fazendo ciência. E não é exagero dizer isso. Toda criança é naturalmente cientista, porque já vem com ânimo para conhecer, desbravar e investigar o mundo. Quem garante isso é a educadora Beatriz Ferraz, mãe do Pedro, CEO na Escola de Educadores e consultora no Banco Mundial. Meninos e meninas “são curiosos e buscam conhecer e entender o ambiente em que vivem. Querem descobrir o “como” e o “porquê” das coisas, dos “fenômenos da natureza e fatos da sociedade”, defende.

No campo das humanidades, as crianças investigam enquanto brincam com os papéis sociais: como são os adultos? O que fazem quando não estão em casa? Como é o trabalho deles? “Quando são envolvidas em experiências de interação, exploração e brincadeira sobre pessoas, culturas, sobre o mundo natural e físico, os tempos, os eventos, as invenções e a tecnologia, elas adquirem habilidades importantes como observar, comparar, classificar, sequenciar, fazer perguntas, tomar decisão, resolver problemas, prever, refletir, raciocinar, recordar e comunicar”, ensina a educadora.

Investigar a vida não é apenas divertido. É importante que a criança se veja e se reconheça como um pequeno cientista, porque assim ganha autonomia e segurança para “observar, registrar suas observações, fazer previsões, formular perguntas, fazer comparações e desenhar conclusões, colocando em práticas habilidades de resolução de problemas”, explica Beatriz.

No entanto, se o impulso natural empurra para a pesquisa, atitudes dos adultos e posturas da escola podem minar essa vocação. Às vezes, os filhos fazem perguntas interessantes e os pais, em vez de responder com outras perguntas – o que botaria em prática a postura investigativa sobre o mundo –, respondem com um ponto final na conversa. Na escola, vale o mesmo. Ambientes que não instiguem a curiosidade e a exploração, ou respostas definitivas demais, dificultam a formação do cientista-mirim.

Notícia COMPLETA: https://paisefilhos.uol.com.br/crianca/como-identificar-se-o-seu-filho-e-apaixonado-por-ciencias/

Deixe um comentário

Seu e-mail não será publicado.